sábado, 26 de março de 2011

ELIMINANDO OS VÍRUS DA VIDA


ELIMINANDO OS VÍRUS DA VIDA


                     Antigamente, apenas as pessoas contraiam vírus. As infecções virais eram tratadas por médicos e a quarentena significava o isolamento das pessoas ou bichos infectados. Não é mais assim hoje. Hoje em dia, os computadores também ficam doentes. Quando nada está abrindo em seu computador, pode ter um vírus. Quando isso ocorre, necessitamos de um médico de computadores para que ele instale um programa de antivírus que possa proteger a máquina contra mais de 60.959 vírus espalhados pela rede.

                     A nossa mente é como um computador, feito para armazenar e processar quantidades enormes de dados(Nenhum comentário sobre a capacidade do disco rígido do seu vizinho, por favor). Pense nos seus pontos fortes como o software. Pianistas são alimentados com programas de música.Contadores parecem ter nascido com a capacidade de elaborar planilhas. Somos diferentes, mas cada um de nós tem um computador e um software, e lamentavelmente temos vírus. Você e eu estamos infectados por pensamentos destrutivos.
                     Os vírus de computador  têm nomes como KLEZ, ANNA KOURNIKOVA, I LOVE YOU, TROYAN HORSE, etc. Os vírus mentais são conhecidos como ansiedade, amargura, ira, culpa, vergonha, ganância e insegurança. Eles se infiltram em seu sistema e depreciam, e até mesmo incapacitam a sua mente. A isso chamamos de PPDs ( Padrões de pensamentos destrutivo). Você tem algum PPD. Quando vê alguém prosperar ou ter sucesso, você sente inveja; Quando você vê o esforçado, sente alguma jactância; Se alguém lhe desagrada, a probabilidade de esta pessoa voltar a lhe agradar é a mesma de eu ganhar a São Silvestre; Já discutiu com alguém em sua mente; refez ou reviveu as suas feridas; Você assume o pior  acerca do futuro.
                    Caso sua resposta seja sim para alguma destas questões, você sofre de PPDs.

                     Para ser uma pessoa vitoriosa é necessário uma vida de pensamentos saudáveis e santos. Entretanto, onde encontrar alguém assim. Um computador não infectado pode ser comprado, mas uma pessoa não infectada. IMPOSSÍVEL. Siga um vírus de computador e encontre um hacker. Siga os rastros dos nossos vírus mentais e encontre a queda do primeiro homem, Adão. Por causa do pecado, nossas mentes estão repletas de pensamentos perversos.”Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornam-se loucos” (Rm.1:21-22).
                     Responsabilize o pecado pelos PPDs. O pecado desordena a mente. E se o vírus nunca tivesse entrado; Pense em uma pessoa que nunca abriu os e-mails de Satanás.Como essa pessoa seria. Ele seria muito parecida com o menino de doze anos assentado no Templo em Jerusalém. Embora Ele não tivesse barba e fosse simples, os pensamentos desse menino eram profundos. Basta perguntar aos teólogos com quem Ele conversou. Lucas oferece o seguinte relato: “E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas (Lc. 2:46-47).
                     A Bíblia não fala nada do QI de Jesus. Quando se trata da memória RAM do seu computador mental, nada nos é dito. Contudo, quando se trata de sua pureza, nos é dada uma assombrosa alegação: “Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nos; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co. 5:21). Pedro diz que Jesus “ ... não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” ( 1Pe. 2:22). João viveu ao seu lado durante três anos e concluiu: “ ...nele não há pecado” (1 Jo. 3:5). Sua alma era imaculada e o testemunho daqueles que o conheciam era surpreendente. Seu irmão carnal, Tiago, chamou Cristo de  “o Justo” (Tg. 5:6). Pilatos não pode encontrar nenhuma falta nEle (Jo. 18:38). Judas confessou que ele, por trair a Cristo, traiu o sangue inocente (Mt. 27:4). Até os demônios declararam sua condição singular: “Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Lc.4:34).
                     A prova mais estrondosa  da sua perfeição foi o silencio que seguiu a questão. Quando seus acusadores chamaram-no de um servo de Satanás, Jesus pediu para ver a evidência deles. Ele os desafiou: “Quem dentre vós me convence de pecado! (Jo.8:46) Peça a o meu grupo de amigos que apontem os meus pecados e veja a mãos levantarem-se. Quando aqueles que conheciam a Jesus ouviram a mesma pergunta, ninguém disse nada. Cristo foi seguido por discípulos, analisado pelas multidões, criticado pela família e escrutinado pelos inimigos; contudo, ninguém se lembraria dEle cometendo sequer um pecado. JESUS NUNCA FOI ENCONTRADO NO LUGAR ERRADO. NUNCA DISSE A PALAVRA ERRADA. NUNCA AGIU DE FORMA ERRADA. ELE NUNCA PECOU. Não que Ele não tenha sido tentado, lembre-se! “Como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb.4:15).
                     A luxúria o cortejou. A ganância procurou seduzi-lo. O poder o chamou. Jesus foi tentado, porém resistiu. Ele recebeu o e-mail contaminado,mas resistiu ao impulso de abri-lo. Você foi feito para ser como Cristo! Esse é o objetivo de Deus para você! A prioridade de Deus é que você  seja uma pessoa transformada pela renovação de seu entendimento (Rm.12:2). Você pode ter nascido com certa propensão ao vírus, mas não deve viver dessa forma. Há esperança para a sua mente. Você não precisa ser um paranóico para sempre; Não precisa viver com culpa e vergonha como manchas eternas na sua vida; A ira e a inveja não precisam ser suas melhores amigas.

                     Se alguma vez já existiu um candidato a PPDs, este era George. Abandonado pelo pai, tendo perdido em seguida a mãe, o garotinho foi adotado diversas vezes, porém, sempre fugia de casa, indo viver nas ruas. Um alvo fácil para a amargura e a ira. George poderia ter gastado sua vida vingando-se, todavia ele não fez isso. Não o fez porque Mariah Watkins o ensinou a cultivar bons pensamentos. As necessidades de cada um fizeram com que eles se aproximassem – Mariah, lavadeira sem filhos, e George, um órfão sem-teto. Quando Mariah  descobriu o jovem garoto dormindo em seu celeiro, ela o acolheu. Não apenas isso; tomou conta dele, levou-o à igreja e o ajudou a encontrar seu caminho em direção a Deus. Quando George deixou a casa de Mariah, entre suas poucas aquisições estava uma Bíblia que ela lhe dera. Ele deixou sua casa, ela deixou sua marca.
                     George Washington Carver é um dos pais da agricultura moderna. A história lhe atribui mais de 300 produtos extraídos exclusivamente de amendoins. O hóspede de Mariah Watkins, outrora órfão, tornou-se amigo de Henry Ford, Mahatma Gandhi e de três presidentes americanos. Ele entrava todas as manhãs em seu laboratório orando da seguinte maneira: “Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei” (Sl.119:18).
                     À medida que Cristo domina seus pensamentos, Ele o transforma de um degrau de glória para outro até que, segure-se! Você esteja pronto para viver com Ele. O céu é o lugar das mentes sem pecado, o pensamento livre de vírus, da confiança absoluta, sem nenhum medo ou ira. O céu será maravilhoso, não porque as ruas são de ouro, mas porque nossos pensamentos serão puros. Então, o que você está esperando, use o antivírus de Deus. “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl.3:2). Entregue-lhe o melhor de seus pensamentos e veja se Ele não muda a sua mente.            


quarta-feira, 16 de março de 2011

A missão no século XXI

               Um novo paradigma da Missão para o século XXI é o estudo com base no livro do grande missiólogo David Bosch em que ele analisa as grandes transformações pelas quais passou o cristianismo no século anterior e no início deste. Um cristianismo influenciado pela visão missionária do século XIX em que consistia no envio dos missionários com a finalidade de resgatar os pobres “aborígenes” de seu modus vivendis primitivo para a salvação por meio do modelo de vida de seus salvadores. O próprio positivismo com seus conceitos impulsionavam os colonizadores com esta visão. No entanto, as dificuldades e problemas que a humanidade vivenciou no século XX, fez com que os missiólogos redefinissem seus conceitos e ideais. Se o cristianismo, nos escritos neotestamentários, tem como finalidade alcançar todos os homens, deve alcançá-los dentro de sua cultura, como diz certo professor “o cristianismo salva o indivíduo dentro de sua cultura e não da sua cultura!” A mensagem cristã deve ser universal, sem que seja uniformizada!
                Não seria diferente o modelo empregado na América Latina, é necessário repensar o modelo da missão Dei empregada nesta parte do mundo, visto que os seus antecedentes históricos e culturais diferem e muito dos daqueles vividos pelos nossos colonizadores que nos empurraram “goela a dentro” o seu estereótipo de vida e de teologia. Com isso, devido à grande influência que o fundamentalismo e o evangelicalismo exerceram na teologia desses continentes, verifica-se um exclusivismo e individualismo por parte dos protestantes residentes aqui. O caminho para uma mudança radical nessa situação está em perceber que um ramo exclusivo do cristianismo não conseguirá levar a cabo a missão da Igreja, sem que haja cooperação, diálogo e inclusão entre os mais diversos ramos do cristianismo. A Igreja não pode esquecer que ela é agente da propagação do reino de Deus e não o Reino de Deus como tendem a afirmar alguns católicos. ¹ Se alguma igreja tenciona imaginar que é dela a exclusividade para a propagação da mensagem da salvação, ela precisa urgentemente rever seus conceitos e ideais.
                Uma missão que não vislumbra o indivíduo como um todo, tende a fracassar em sua mensagem, pois não apresentará uma linguagem compreensível ao homem que vive no Brasil e na América Latina e muito menos terá uma mensagem que reflita a sua realidade (isto é aplicar uma hermenêutica correta). A mensagem da Igreja precisa estar contextualizada à realidade em que o indivíduo vive, não apenas no aspecto geográfico, mas também levando em conta o seu ambiente histórico, isso é denominado de “Missão integral”, uma mensagem que proponha uma palavra de salvação ao indivíduo que o conduza a uma mudança de atitude de vida e não visando um aumento de pessoas em sua unidade religiosa como forma de demonstrar poder; precisa servir aos indivíduos em suas necessidades prementes, ajudando-o a vencer e ultrapassar suas barreiras e rumar a sua libertação social; e também protestar como fez Jesus Cristo contra as injustiças praticadas dentro de nossa sociedade.

A presença do cristianismo nas mais diversas culturas no decorrer da história e nos mais diversos locais, não pode prescindir de que ela necessita ser compreensível e inteligível aos ouvintes desta mensagem (a hermenêutica em sua essência). É imprescindível que ao chegar a uma cultura nova, não se tenha como objetivo modificar os costumes e as tradições da localidade, mas sim adaptar a mensagem cristã à realidade local. A mensagem cristã precisa ser compreendida à sociedade que pretende alcançar.
                A pregação do Evangelho e a apresentação da mensagem cristã precisam estar sustentadas e balizadas nos ensinamentos de Cristo, porém, não pode esquecer que esta palavra é universal, e por ser universal ela precisa não apenas adequar-se à realidade, mas contextualizar-se à situação. O evangelho não muda as culturas, mas transforma o indivíduo dentro da sua cultura. “Jesus não veio salvar o homem da cultura, mas salvá-lo na sua cultura!”
               É necessário um diálogo mais aberto e flexível entre os diversos ramos do cristianismo mundial se pretendemos levar a mensagem de Cristo aos homens. Precisamos lembrar que o meio em que o homem vive exerce grande influência em seu modo de vida e de pensamento, por isso, precisamos compreender melhor a cultura que pretendemos alcançar e assim apresentarmos o dom de Cristo que faça sentido àqueles que pretendemos alcançar. 


¹ LADD, G. Eldon. Teologia do Novo Testamento, Exodus, 1997. São Paulo.

terça-feira, 15 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

I SIMPÓSIO DISTRITAL EM ROCHA MIRANDA

I SIMPÓSIO DISTRITAL DE ROCHA MIRANDA
Arquiteto: Sérgio Peçanha
Advogado: Epitácio de O. M. Filho
Inscrições: josesando2@hotmail.com ou 21-2785-6338
Taxa: R$ 20,00
B. Bradesco - Ag:2772 - C/C:5331-7
Local: Igreja Metodista Wesleyana em Coelho Neto no dia 28 de Maio de 2011.
Rua Itaigara - 84 - Coelho Neto (Próximo à Avenida Brasil)
Coordenação: Pastor José Sandoval Bezerra

terça-feira, 8 de março de 2011

A situação do cristianismo nos primeiros séculos

               Em seus anos iniciais, o cristianismo não se apresenta como elemento preocupante para o Império romano porque dentro de um estado múltiplo-religioso ele era visto como mais um conseqüente das religiões existente, nesse caso, para os romanos era mais um grupo dentro do judaísmo. E também, em regra geral, os cristãos eram cidadãos cumpridores das leis vigentes, como atesta um dos pais da Igreja¹, mas ele traz dois fatos novos à existência, uma separação entre Estado e Igreja, ou seja, entre a religião e a política, visto que no cristianismo o imperador não era o chefe da Igreja; e como também conseqüência dessa separação, a liberdade de consciência no relacionamento com Deus. O período mais crítico e “universal” da Igreja se dá entre 54 com Nero até meados do século II até Trajano (117)². Inicialmente, Nero para desviar a atenção popular para o incêndio de Roma, promove uma perseguição animalesca aos líderes e a muitos componentes da Igreja, no entanto, tanto ele como os outros perseguem a Igreja por não se subordinar ao Estado e não permitir sua interferência em suas questões privadas; também havia perseguição por parte do judaísmo, eles atribuíam aos cristãos a culpabilidade pela destruição de sua cidade e do seu Templo. A história começa a mudar quando em meados do século III quando Galieno restitui aos cristãos os seus cemitérios e locais de cultos, fato inicialmente consumado com o Edito de Tolerância em 311 por Galério e completado pelo Protocolo de Milão em 313 assinados por Licínio e Constantino. O apogeu do cristianismo ocorre com o imperador Teodósio com o Edito de Tessalônica em 380 tornando ele a religião “pró forme” de todo o Império, com isso, volta um conceito anterior ao surgimento do cristianismo, pois Estado e Religião voltam a se agregar, com o princípio de que agora é a religião quem manda!

¹CESARÉIA,Eusébio de.História Eclesiástica.Rio de Janeiro,CPAD,2000.
²MAZAROLLO,Isidoro.O apocalipse,esoterismo,profecia ou resistência?Rio de Janeiro,Gráfica e Editora Comunicação Impressa,2000.